Por: Everton Marcos Grison
“o sistema esvazia nossa memória, ou
enche a nossa memória de lixo, e assim nos
ensina a repetir a história em vez de fazê-la. As tragédias se repetem como
farsas, anunciava a célebre profecia. Mas entre nós, é pior: as tragédias se
repetem como tragédias” (GALEANO, 2000, p. 121).
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Imagem de Marighella assassinado pela Polícia sob o
comando do delegado Fleury. |
O caminho para cada jovem
brasileiro atualmente não tem ligação alguma com pré destinação, aspectos
religiosos ou de imposição parental. Tal como é definida a sabonete que cada um
usa para se banhar, ou o creme dental que mata as bactérias bucais, a
propaganda assume diretrizes que determinam a consciência dos indivíduos. Tudo
o que cada um entende por legal, alguém já o pensou anteriormente, defini-o com
bastante precisão e pos para girar a roda da reprodutibilidade técnica,
igualando a produção e escolha de ideias, a simples sabonetes que escoam com a
água do banho pelo ralo. O que não se percebe é que juntamente com a água se
vão as ideias, a autonomia, a personalidade e a vida. Todos cumprem uma mera
função decorativa, de fantoches sem função específica no teatro da vida.