14/04/2011

Videos de Wellinton e suas ideias assassinas

Por: Jonas J. Berra

Infelizmente terei que postar aqui mais um video. E, Agora, retirado do site da Veja em http://veja.abril.com.br/multimidia/video/em-video-de-2010-atirador-ja-falava-em-vinganca. Sinto muito meus leitores por fazer isso: usar essa fonte, Mas é uma fonte com legenda e está melhor organizada.

Trata-se dos videos encontrados no computador do Welinton, o assassido das crianças no RJ. Assistam com bastante atenção. Tudo já estava sendo perfeitamente planejado:

13/04/2011

Conjectures and refutations: the growth of scientific knowledge



Obra on line encontrada em: http://books.google.com.br/books?id=IENmxiVBaSoC&lpg=PP1&dq=popper&pg=PP1#v=onepage&q&f=false
Partes da obra cedida para consulta pelo Google Livros, direitos autorais de  Routledge.

Essa Obra em Inglês é uma das que estarei postando a fim de incentivar o estudo dessa língua, tão indispensável para quem quer ter acesso às fontes originais de muitos autores. Além disso, com a globalização vem a necessidade de podermos ter uma  relação melhor com a cultura dos outros países.

08/04/2011

Explicações do caso que chocou o Brasil

Por: Jonas J. Berra

Sou da opinião de que o rapaz assassino, mesmo sem histórico criminal, não deve ser tratado como doente, pois seria como se estivéssemos tentando justificar suas ações. Creio que possa haver uma tendência psicológica para que o indivíduo se comporte dessa maneira, principalmente quando ele está sofrendo muito depois de se sentir ofendido ou humilhado, e não perceber mais sentido para se manter no mundo. Sou da opinião de que ele sabia exatamente o que estava fazendo e que não se trata de problema mental em si, mas de escolha. Ele, independentemente de ter tido um problema mental, optou pelo assassinato das meninas as selecionando a dedo e se matou em seguida, mostrando que sabia exatamente o que fazia. Ele sabia que era errado fazer aquilo, e escolheu fazê-lo. Esse é o dado que mostra que o homem pode fazer o que quiser, quando quiser e pelos motivos que quiser.
As explicações que dizem se tratar de um caso patológico ou que ele sofria de algum tipo de doença mental são justificações carentes de cientificidade. Essas explicações tentam explicar as ações do rapaz depois dele tê-las executado, pois, segundo o filósofo que eu estudo, Karl Popper, as explicações psicológicas dizem coisas sobre a subjetividade do indivíduo, a qual não temos acesso algum. Sobre isso apenas podemos imaginar causas, mas que na verdade podem não ter qualquer relação com o ocorrido. Trata-se da crítica à causalidade defendida por David Hume na modernidade. Tal crítica aponta o fato de que buscamos causas para os acontecimentos e psicológicamente, procurando, achamos tais causas no mundo, como a ideia de que sempre nascerá o sol no horizonte no dia seguinte. 
Sobre questões psicológicas tudo é muito incerto. Podemos descrever a situação, mas qualquer estudo que se pretenda uma abordagem final que explique com objetividade as causas psicológicas de uma ação são totalmente improváveis. Percebe-se que as explicações sobre o caso desse rapaz não possuem de modo algum  valor científico. Não importa a autoridade e os graus acadêmicos de quem tenta de algum modo explicar, sempre serão especulações carentes de nexo causal. As causas supostas para a efetivação do ato e o real motivo dele ter feito o ato dizem respeito apenas ao praticante do ato. Desse modo, podem surgir explicações, que poderíamos classificar como "imaginações  sobre os possíveis fatores psicológicos (causas) que levaram o indivíduo a agir de tal modo no mundo (efeitos)". Assim, acredita-se que para qualquer tipo de ação, quando esta ofende nossa civilidade, deva existir necessariamente um motivo justificável. Isso não sabemos e nos gera, ainda mais angústia.