27/01/2015

O EFÊMERO COMO MARCA DA EXISTÊNCIA


Por Wagner Rafael Rodrigues¹

            
 Nos dias atuais é nítida a sensação de extrema rapidez que circunda o cotidiano. O fenômeno da globalização favoreceu que o conhecimento se tornasse amplo graças aos avanços tecnológicos. No entanto, o ser humano transita na dicotomia entre o virtual e o real, perdendo a noção de espaço e tempo. Ora, cada vez mais as relações sociais são tidas como funções a serem cumpridas, assim como as máquinas. De fato, Wilhelm Schulz (1797-1860) no século XIX advertia: “Não se levou em conta ainda esta grande diferença: até que ponto os homens trabalham com máquinas, ou até que ponto eles trabalham como máquinas” (SCHULZ, 1843, s.d, p.69 apud MARX, 2010, p.32).
            Outro fator é a influência que a tecnologia exerceu na vivência humana, por exemplo: na linguagem, na distribuição do conhecimento, na política, na saúde, na alimentação, economia e até mesmo nos espaços sagrados que em seus ritos adotaram instrumentos tecnológicos para auxiliarem em seus cultos.

06/01/2015

Compreender Hans Jonas

Por Oséias Marques Padilha


Compreender Hans Jonas é uma das obras mais recentes do Prof. Jelson Oliveira da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, lançado em 2014, acrescentando assim, à Coleção Compreender, da Editora Vozes, uma abordagem acerca da filosofia de um dos maiores pensadores da ética contemporânea, conforme destaca o autor.
O livro é constituído de 6 capítulos, sendo eles :  1) Hans Jonas, vida e obra; 2) O gnosticismo e o problema do dualismo; 3) Por uma ontologia da vida; 4) A questão da técnica; 5) A ética da responsabilidade; 6) Responsabilidade nos experimentemos com seres humanos;
O autor tem como objetivo buscar através da obra, respostas para as seguintes perguntas: “[...] Quem é Hans Jonas afinal”? Quais elementos dão unidade a seu pensamento? Qual é o itinerário que unifica e dá consistência a sua filosofia?”(OLIVEIRA, 2014, p.10)”.

26/11/2014

Sociologia da Comunicação - teoria e ideologia (Gabriel Cohn)

Por: Everton Marcos Grison
           


          Uma das questões de caráter urgente que o Brasil precisa resolver trata da regulamentação da mídia. Para a internet, o Marco Civil estabeleceu parâmetros mínimos a uma convivência ética, sem possuir de forma alguma, interesse de reprimir ou cercear expressão. Quem fala a partir de então, arca com o que diz. Entretanto, quando falamos de mídia tradicional (jornais, revistas e TV), não há uma regulamentação. Desta maneira, figuras carimbadas, religiosos e grandes magnatas, disseminam o ódio, a violência, instigando a população a agir com as próprias mãos, diante da desigualdade aberrante em nosso país. Tais acontecimentos evidenciaram-se no último processo eleitoral, ocorrido em outubro e que, foi permeado por manifestações midiáticas, tanto para a esquerda, quanto para a direita, do pior tipo de manipulação; a mentira.