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01/09/2019

Redação: Como a arte e a cultura podem resolver a violência?

Estudante Camila Perussulo Sauim
Colégio Ivo Leão - Curitiba
https://ar.pinterest.com/pin/851110029557778437/

É inegável que houve aumento na cultura de violência, e que muito foi comentado sobre massacres e atentados nos últimos tempos, principalmente sobre o ocorrido em Suzano (SP) e na Nova Zelândia. Isso entra em contraste com o comportamento humano, moldado através dos séculos de incentivo da violência. Por isso, a sociedade atual necessita mudar. O que é possível com valorização da reflexão e das artes, a fim de haver uma maior conscientização de como as atitudes de cada um impactam na vida dos outros.
Com a divulgação dos acontecimentos em veículos de comunicação, grande parte dos internautas romantizaram um morticínio. Isso levanta a seguinte questão: como evitar pensamentos de ódio e violência? Uma alternativa plausível de canalização desses pensamentos seria com a intervenção da arte, usando como forma de manifestação, seja por escrita, desenhos ou dança que explora a sensibilidade e estimula a criatividade.
A arte é um fator necessário para a vida humana. Se retirada da alma é impossível de se viver e expulsar sentimentos presos, qualquer que sejam. Quando se desperta a curiosidade e paixão, pode também facilitar um movimento de reflexão e conscientização sobre o que une as pessoas. Essa conscientização gera um impacto positivo e uma transformação é percebida, trabalhando a expressão, subconsciente, comunicação e ideias, seja no individual ou no coletivo.
 Percebe-se que a maneira mais eficiente de combate à violência é investindo em cultura, na propagação da arte, para que os indivíduos aprendam a se expressar, falar sobre seus sentimentos e evitar com que traumas ou acontecimentos reprimidos sejam gatilhos para futuros incidentes, tais como o de Suzano e Nova Zelândia. Com medidas socioeducativas, projetos de dança, entre outros, seria um bom começo para evitar a perpetuação de atitudes negativas.

09/08/2019

Redação sobre Ética: Antídoto da violência

Estudante Beatriz Souza
Colégio Ivo Leão - Curitiba


https://filodivague.wordpress.com/2016/05/30/la-relacion-entre-el-arte-y-la-etica/


           Quando o assunto é violência, nós já nos deparamos com a questão do porquê. Será que é o indivíduo? O modo como que ele pensa? A falta de conhecimento? São perguntas nada fáceis de responder. Mas se olharmos para o pensamento de dois grandes filósofos como Aristóteles e Kant, descobriremos coisas que podem nos surpreender e mudar nossa forma de entender a finalidade das ações humanas. Quem sabe seja possível até mudar nossa forma de pensar e agir. 

          Muitas pessoas acreditam que encontrarão a felicidade mesmo sendo violentas. Aristóteles pensava que a felicidade é a finalidade das ações do ser humano. Mas não será obrigando os outros a fazer o que queremos. Para alcançar a felicidade necessitamos aprender a sermos virtuosos, e a virtude só é alcançada com o exercício da prudência, ou seja, com o parar e refletir. A virtude seria o equilíbrio do desejo natural de alcançar o prazer. A ética aristotélica seria o alcance da virtude, por meio da prudência, que levaria a felicidade. Graças a isso, uma das consequências é se afastar de atitudes que tem como efeito a dor, o sofrimento, ou seja, a violência contra os outros. 
           Já Immanuel Kant preferia a ideia de que a finalidade do ser humano é o dever. Fazer perguntas como "o que devo fazer?" ou "como devo agir?". Para ele, existem dois conceitos centrais da razão humana: um seria a razão teórica, voltada para o conhecimento; o outro seria a razão prática, voltada para a ação. Esses dois conceitos centrais não ficam separados, pois um depende do outro. Não podemos agir sem conhecer, e não adianta ter conhecimento e não usá-lo. Conhecendo a filosofia de Kant, ao invés de agir com violência, as pessoas poderiam seguir o pensamento de que "se a minha ação pode ser repetida por outros, então ela deve ser ética". 
           Concluímos que esses conceitos fundamentais dos dois filósofos são de grande utilidade em nossas vidas, principalmente em locais de conflitos e possibilidade de pessoas agirem com violência. Nos locais de trabalho, por exemplo, se reformularmos o conceito de ética para algo mais prático e simples, que seria o pensar antes de agir ou a ideia de somente praticar uma ação que outros possam praticar, a cooperação entre colegas seria algo mais tranquilo e pacífico. Isso levaria a uma redução significativa nos índices de violência da sociedade.


15/06/2019

Redação: A conversão da arte

Estudante Laryssa Bahia
Colégio Ivo Leão - Curitiba

https://www.significados.com.br/arte/

A arte é algo que diferencia o ser humano em relação aos outros animais.  Raciocinar antes de agir e expressar nossos sentimentos artisticamente são formas de ocupar a mente e o tempo. Mas não foi o caso do massacre em Suzano (SP) e na Sinagoga da Nova Zelândia. Os indivíduos que causaram aquelas violências não se expressaram de uma forma saudável. Ao invés de matar pessoas, eles poderiam ter encontrado na arte um antídoto para os conflitos que provavelmente estariam vivendo.
       Observa-se que a violência dos atentados em Suzano e na Sinagoga são uma amostra da devastação causada pelo ódio e a intolerância. Em Susano, principalmente, vidas foram brutalmente violentadas, mesmo sendo ainda muito jovens. Não tiveram sequer a chance de entender a “razão” daquilo. Se é que existe alguma. Tanto que quase toda a sociedade brasileira passou a se sentir revoltada e indignada pela grande dificuldade de suportar e superar tal episódio.
No entanto, infelizmente, os casos de Susano e da Sinagoga não são uma novidade. Ao se investigar mais profundamente, é possível encontrar muitas escolas do Brasil em que ocorrem ameaças. O problema é que muitos jovens acabam se camuflando em meio ao sofrimento e baixa autoestima. Com o passar do tempo, frequentando redes sociais de culto à violência e conversando com outros jovens com os mesmos problemas, podem vir a agir com agressividade, se tornando agressores em potencial.
Portanto, por meio da arte, problemas como esse não seriam tão comuns como vem sendo, já que esses jovens estariam ocupando o tempo com peças de teatro, filmes, músicas, pinturas e até palestras de superação. A arte é, sem dúvida, uma possibilidade na diminuição de situações de bullying, racismo e preconceito dentro das escolas. E essa diminuição é muito benéfica a toda a sociedade, que consequentemente passa a ter menos pessoas morrendo devido ao ódio e a intolerância.

29/10/2018

Redação sobre a Violência contra a mulher

Por: Fernando Dias
Aluno do Colégio Estadual professora 
Marli Queiroz Azevedo



       As mulheres sofrem com a violência doméstica há séculos, decorrente de uma sociedade patriarcal. Diante disso, no Brasil conseguimos a criação da lei Maria da Penha que tem como objetivo protegê-las. Porém, o medo de uma reação violenta de seus parceiros acaba impedindo que a denúncia ocorra, tornando a aplicabilidade desta lei ainda mais complicada. 
        Nós ainda vivemos em uma sociedade que tem como base de sua organização o patriarcado, colocando assim, o homem como superior às mulheres. Com isso, os mesmos acabam pensando que detêm o direito de agredir suas parceiras e as mesmas não podem realizar nenhuma denúncia, visto que elas possuem o medo de uma reação ainda mais agressiva de seus parceiros frente a uma possível queixa. Isto acaba dando cada vez mais poder ao agressor, enquanto a vítima se vê coagida a aceitar as repetitivas agressões sem conseguir recorrer à ajuda de terceiros. 
        A mulher agredida, na grande maioria dos casos, acaba se sentindo humilhada e culpada, por conta de pessoas que justificam as agressões pelo seu comportamento e vestuário. Este fato, acaba se tornando outro fator que impede a vítima de denunciar, permitindo assim que o seu agressor fique livre para cometer o crime novamente.
       Nessa perspectiva, portanto, somente a criação de uma lei não é satisfatório. Diante disso, é necessário um incentivo maior para que essas vítimas realizem a denúncia e percebam que não devem assumir a culpa pelas agressões sofridas. Outro fator que deve ser combatido é o patriarcado, uma solução é o trabalho contínuo de conscientização tanto da sociedade atual, quanto das futuras gerações, para que assim seja possível desconstruir esse pensamento machista que vem oprimindo as mulheres.