Mostrando postagens com marcador trabalhos forçados na Sibéria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trabalhos forçados na Sibéria. Mostrar todas as postagens

06/06/2014

Dostoiévski : um remanescente da casa dos mortos

Por: Oséias Marques Padilha

 Nascido na cidade de Moscou em 1821, na Rússia czarista, Fiódor Mikhálovitch Dostoiévski consagrou-se não só como um dos escritores mais célebres da literatura russa, mas também da literatura universal. Foi autor de inúmeras obras, como Gente Pobre (1846), Memórias do Subsolo (1864), Crime e Castigo (1866), Irmãos Karamázov (1880), entre outras, recebidas de forma muito positiva pela crítica da época.
Dostoiévski, provido de uma habilidade psicológica singular, é capaz de despertar no leitor a angústia vivida por um criminoso diante de um conflito ético, antes e depois da consumação de um homicídio (Crime e Castigo); também de conduzi-lo à mente de um paradoxalista anônimo com seus pensamentos labirínticos, a ponto de partilhar de sua irascibilidade, seu tédio, seu triunfo e sua derrocada (Memórias do Subsolo).  Quem lê Dostoiévski tem a sensação de nunca ter fechado o livro, uma vez que suas histórias, costuradas a partir de retalhos colhidos de sua própria época, nos despertam para nossa humanidade e o seu aspecto mais obscuro, o qual assombra até mesmo a alma mais piedosa, ainda que esta tenha um mosteiro como seu lar (Irmãos Karamázov).