Nascido
na cidade de Moscou em 1821, na Rússia czarista, Fiódor Mikhálovitch
Dostoiévski consagrou-se não só como um dos escritores mais célebres da
literatura russa, mas também da literatura universal. Foi autor de inúmeras
obras, como Gente Pobre (1846), Memórias do Subsolo (1864), Crime e Castigo (1866), Irmãos Karamázov (1880), entre outras, recebidas de forma muito
positiva pela crítica da época.
Dostoiévski,
provido de uma habilidade psicológica singular, é capaz de despertar no leitor
a angústia vivida por um criminoso diante de um conflito ético, antes e depois
da consumação de um homicídio (Crime e
Castigo); também de conduzi-lo à mente de um paradoxalista anônimo com seus
pensamentos labirínticos, a ponto de partilhar de sua irascibilidade, seu tédio, seu triunfo e sua derrocada (Memórias
do Subsolo). Quem lê Dostoiévski tem
a sensação de nunca ter fechado o livro, uma vez que suas histórias, costuradas
a partir de retalhos colhidos de sua própria época, nos despertam para nossa
humanidade e o seu aspecto mais obscuro, o qual assombra até mesmo a alma mais
piedosa, ainda que esta tenha um mosteiro como seu lar (Irmãos Karamázov).
