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24/06/2014

"Lavoura Arcaica": verso e inverso da mesma semente



Fonte: Web
Por: Everton Marcos Grison

"Ninguém dirige aquele
que Deus extravia". 
         
           Lúcifer tradução latina de Fósforo [“aquele que traz a luz”] (KURY, 1999, p. 156), foi o primeiro revolucionário no mundo religioso, pois plantou uma estaca na ordem do tempo, este demônio que a tudo mensura. Abalou o andar das coisas e salgou as feridas da onipresença e onisciência. Ele, o desgraçado, este animal selvagem e pestilento, a flor da maldade, instaurou o caos na existência ordeira e sempre a mesma da tradição divina. Por trazer a luz recebeu como troca as profundezas do inferno, para afogar-se na sua própria claridade e dúvida.
         André, nome de origem grega (Andreás), retirado do elemento andrós, que significa “homem”, “másculo”, “viril”, também possui presença marcante na bíblia. É mencionado no Novo Testamento como irmão de São Pedro[1]. Morreu crucificado em uma cruz em formato de X, chamada de “crux decussata”. Como seu irmão Pedro, não se achava digno de morrer como Cristo. É visto como aquele que possui ideias originais. André também é o antropônimo que se apresenta no livro Lavoura Arcaica de Raduan Nassar, identificando uma das figuras centrais.