Lúcifer tradução latina de
Fósforo [“aquele que traz a luz”]
(KURY, 1999, p. 156), foi o primeiro revolucionário no mundo religioso, pois
plantou uma estaca na ordem do tempo, este demônio que a tudo mensura. Abalou o
andar das coisas e salgou as feridas da onipresença e onisciência. Ele, o
desgraçado, este animal selvagem e pestilento, a flor da maldade, instaurou o
caos na existência ordeira e sempre a mesma da tradição divina. Por trazer a
luz recebeu como troca as profundezas do inferno, para afogar-se na sua própria
claridade e dúvida.
André,
nome de origem grega (Andreás),
retirado do elemento andrós, que
significa “homem”, “másculo”, “viril”, também possui presença marcante na
bíblia. É mencionado no Novo Testamento como irmão de São Pedro[1]. Morreu
crucificado em uma cruz em formato de X, chamada de “crux decussata”. Como seu irmão Pedro, não se achava digno de
morrer como Cristo. É visto como aquele que possui ideias originais. André
também é o antropônimo que se apresenta no livro Lavoura Arcaica de Raduan
Nassar, identificando uma das figuras centrais.